Medo do presente e do futuro
Escutei isso logo na minha primeira semana de faculdade, quando ainda era movida pelo encanto de uma nova etapa de minha vida, que me traria coisas maravilhosas de serem vividas. Foi um professor, O CARA, que numa palestra nos afirmou, sem dó nem piedade, que emprego garantido ao final do curso era coisa de 20, 30 anos atrás... Que o quadro que se apresentaria para nós, quando formados, era o de completo desespero, e nada garantido.
Digo que quando ouvi tal constatação não levei muita fé não, achava que aquilo era um aviso bobo de quem queria tão somente amendrontar estudantes novatos e assustados com o mundo novo se se abria a seus pés.
Confesso que hoje, finalmente quase formada, acredito piamente em cada palavra proferida por aquele professor. O quadro que para mim se apresentar é aterrorizador, pra ser mais exata.
Final de curso, sem perspectiva alguma de emprego a vista e sem vontade alguma de ingressar num mestrado... Ou seja, ferrada é pouco!
Agora quero saber o que faço com essa droga de diploma que irei receber...Porque optei por um curso muito crítico, no qual tive professores maravilhosos, mas em nada combina com a lógica mercantil. Porque vou ter que me vender e executar políticas com as quais muitas vezes não irei concordar. Pode ser que eu pense assim por ter demorado muito tempo para aprender a gostar e respeitar a profissão, entender sua lógica e suas atribuições, mas do que adianta isso se o que mais vejo é as pessoas confundindo assistente social com damas de caridade?! Quando digo qual curso faço, geralmente o que mais ouço é " Nossa, que legal, você vai ajudar muitas pessoas, fazer o bem". Caralho, naum tem nada disso!
Minha atribuição como profissional é garantir direitos, assegurar acesso a esses através de póliticas públicas e informação, criar e executar projetos, e vou receber por isso. Não farei caridade nem assistencialismo!
Temo demais de me frustrar com essas caracteristicas atribuidas até hoje a profissão. Damas de caridade é coisa do século passado, a profissão já passou por muitas transformações e reconceituação de seu papel dentro da sociedade, mas parece que ninguém reconhece isso. Um dia, quem sabe, quando tiver paciencia, eu conte toda a historinha da trajetória do Serviço Social até a contemporaneidade...rs
Bom, o fato é que me formo em praticamente 5 meses, tenho uma baita monografia para escrever, e quero ter esperanças de que esses 4 anos de estudo tenham servido para que eu me realize futuramente e possa pelo menos me sustentar dignamente.
Sonhos e sonhos... vamos ver no que dará...
Digo que quando ouvi tal constatação não levei muita fé não, achava que aquilo era um aviso bobo de quem queria tão somente amendrontar estudantes novatos e assustados com o mundo novo se se abria a seus pés.
Confesso que hoje, finalmente quase formada, acredito piamente em cada palavra proferida por aquele professor. O quadro que para mim se apresentar é aterrorizador, pra ser mais exata.
Final de curso, sem perspectiva alguma de emprego a vista e sem vontade alguma de ingressar num mestrado... Ou seja, ferrada é pouco!
Agora quero saber o que faço com essa droga de diploma que irei receber...Porque optei por um curso muito crítico, no qual tive professores maravilhosos, mas em nada combina com a lógica mercantil. Porque vou ter que me vender e executar políticas com as quais muitas vezes não irei concordar. Pode ser que eu pense assim por ter demorado muito tempo para aprender a gostar e respeitar a profissão, entender sua lógica e suas atribuições, mas do que adianta isso se o que mais vejo é as pessoas confundindo assistente social com damas de caridade?! Quando digo qual curso faço, geralmente o que mais ouço é " Nossa, que legal, você vai ajudar muitas pessoas, fazer o bem". Caralho, naum tem nada disso!
Minha atribuição como profissional é garantir direitos, assegurar acesso a esses através de póliticas públicas e informação, criar e executar projetos, e vou receber por isso. Não farei caridade nem assistencialismo!
Temo demais de me frustrar com essas caracteristicas atribuidas até hoje a profissão. Damas de caridade é coisa do século passado, a profissão já passou por muitas transformações e reconceituação de seu papel dentro da sociedade, mas parece que ninguém reconhece isso. Um dia, quem sabe, quando tiver paciencia, eu conte toda a historinha da trajetória do Serviço Social até a contemporaneidade...rs
Bom, o fato é que me formo em praticamente 5 meses, tenho uma baita monografia para escrever, e quero ter esperanças de que esses 4 anos de estudo tenham servido para que eu me realize futuramente e possa pelo menos me sustentar dignamente.
Sonhos e sonhos... vamos ver no que dará...


3 Comments:
Oi! prima as coisas andam difíceis mesmo,mas não desista e tenha fé,se pra mim já tá difícil imagina pra você!?
Bom e quanto a falta de informação das pessoas o jeito é fazer com que elas se informem né,pois pra acabar com isso o jeito é fazer com que eles vejam a realidade,se possível até a viver no meio também,tipo ver como é a rotina de trabalho...bjos e boa semana
é... essa é a pergunta q tds nós, universotários, nos fazemos...
rs
fica trank! algum coelho há d sair da cartola!
bjo!
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