Nada a declarar!

E tenho dito!

16 janeiro 2007

Medo do presente e do futuro

Escutei isso logo na minha primeira semana de faculdade, quando ainda era movida pelo encanto de uma nova etapa de minha vida, que me traria coisas maravilhosas de serem vividas. Foi um professor, O CARA, que numa palestra nos afirmou, sem dó nem piedade, que emprego garantido ao final do curso era coisa de 20, 30 anos atrás... Que o quadro que se apresentaria para nós, quando formados, era o de completo desespero, e nada garantido.
Digo que quando ouvi tal constatação não levei muita fé não, achava que aquilo era um aviso bobo de quem queria tão somente amendrontar estudantes novatos e assustados com o mundo novo se se abria a seus pés.
Confesso que hoje, finalmente quase formada, acredito piamente em cada palavra proferida por aquele professor. O quadro que para mim se apresentar é aterrorizador, pra ser mais exata.
Final de curso, sem perspectiva alguma de emprego a vista e sem vontade alguma de ingressar num mestrado... Ou seja, ferrada é pouco!
Agora quero saber o que faço com essa droga de diploma que irei receber...Porque optei por um curso muito crítico, no qual tive professores maravilhosos, mas em nada combina com a lógica mercantil. Porque vou ter que me vender e executar políticas com as quais muitas vezes não irei concordar. Pode ser que eu pense assim por ter demorado muito tempo para aprender a gostar e respeitar a profissão, entender sua lógica e suas atribuições, mas do que adianta isso se o que mais vejo é as pessoas confundindo assistente social com damas de caridade?! Quando digo qual curso faço, geralmente o que mais ouço é " Nossa, que legal, você vai ajudar muitas pessoas, fazer o bem". Caralho, naum tem nada disso!
Minha atribuição como profissional é garantir direitos, assegurar acesso a esses através de póliticas públicas e informação, criar e executar projetos, e vou receber por isso. Não farei caridade nem assistencialismo!
Temo demais de me frustrar com essas caracteristicas atribuidas até hoje a profissão. Damas de caridade é coisa do século passado, a profissão já passou por muitas transformações e reconceituação de seu papel dentro da sociedade, mas parece que ninguém reconhece isso. Um dia, quem sabe, quando tiver paciencia, eu conte toda a historinha da trajetória do Serviço Social até a contemporaneidade...rs
Bom, o fato é que me formo em praticamente 5 meses, tenho uma baita monografia para escrever, e quero ter esperanças de que esses 4 anos de estudo tenham servido para que eu me realize futuramente e possa pelo menos me sustentar dignamente.
Sonhos e sonhos... vamos ver no que dará...

05 janeiro 2007

As mentiras que os homens - e as mulheres também - contam

Se tem uma coisa na vida que me revolta - e com força! - são mentiras. Provavelmente se deve ao fato de isso de ser umas das coisas mais insuportáveis e cretinas que existem, pelo menos ao meu ver. Principalmente no que diz respeito aos relacionamentos (em todos os âmbitos).
Chega a doer ver tanta coisa que julgo errada. Mas sinceramente, o erro deve estar comigo mesmo, não é possível! Cada dia mais me sinto uma menina idiota que abre seu coração e sentimentos para os outros, na tentativa de ser verdadeira comigo mesma e com o mundo. Mas parece que uma grande maioria não aprecia a mesma atitute.
Vivemos sempre cercados de pessoas "legais", mas o problema grande é quando as máscaras caem.
Será que é tão díficil se mostrar como é, de mostrar o que se sente? Ser verdadeiro?
Cansei-me de ver juras de amor, declarações apaixonadas e passionais, palavras de carinho, simplesmente, FALSAS. É, isso mesmo, falsas. Me enoja ao ver esses rompantes românticos dirigidos aos ditos amados, quando na verdade, essa poesia toda está encoberta de falsidades, mentiras, hipocrisias. Porque se utilizam de tão bonita frase para definir o que sentem? Banalizaram o "Eu te amo" ! O amor, que para mim,é algo sincero e puro, é blasfemado pelas mais diversas bocarras, quando na verdade, na grande maioria das vezes, não confere ao sentimento real. Podem sentir tesão, pena, carinho, mas amor, isso não sentem mesmo. O que fizeram com o amor de outrora, arre! (isso se algum dia ele realmente existiu...)
As pessoas julgam o próximo pela sua própria conduta, e sinceramente, estou cansada de pagar pelos erros alheios. Não aceito ser tachada de "isso", ou "aquilo". Cada com com seu cada um. Seria o correto.
O que falta hoje em dia é sinceridade. As pessoas não querem deixar claro suas reais intenções, e patos como eu caem nessa esparrela cotidianamente, como num círculo vicioso. Seria tão mais simples se as pessoas jogassem limpo uma com as outras, não é mesmo? Muitas vezes usam umas as outras, tratam o companheiro como algo descartável, que quando não servir mais, vai parar num cesto de lixo qualquer.
Me recuso a ser descartável, não posso aceitar essa condição. E muito menos me igualar a pessoas que agem assim. Não, de forma alguma, prometo-me, a agir da mesma maneira. Prefiro ir sofrendo as desilusões conscientemente, e não inconscientemente. Que esse circo prossiga, mais sem meu aval.

04 janeiro 2007

O culto ao corpo

Confesso que uma de minhas metas para o ano corrente é o de entrar numa academia, ou pelo menos me dedicar a alguma atividade física, seja ela um esporte, ou uma simples caminhada diária. Sinto eu que meu corpo já não tão "jovem" assim precisa de umas sacudidelas de vez em quando, e que exercitar só o lado intectual de meu ser não é tudo.
Mas sei lá, por muitas vezes acredito que a grande maioria das pessoas tem outros objetivos para com os exercícios. É um tal de "estou gorda (o)" para lá, um "que flacidez maldita" para acolá... Penso eu que essa busca pelo corpo perfeito se torna cada vez mais algo obssessivo dentro de nossa sociedade.
Isso porque, sem hipocrisias, muitas vezes o que conta é a aparência das pessoas. Vivemos num mundinho de sonhos no qual todos devem ter corpos bem definidos e rostos belos. Não pode-se negar que pessoas assim tem portas abertas para muitas coisas, o que acho por um lado lamentável. Lamentável porque hoje em dia certas qualidade além dessas citadas não encontram lugar de destaque nos meios sociais, principalmente no que diz respeito aos relacionamentos amorosos.
Sinceramente, acho uma estupidez imensa essa preocupação insandecida com beleza, porque acharia um saco se todo mundo fosse perfeitinho. Pra mim, as pessoas mais charmosas são aquelas com alguma coisa de "errado", e, principalmente, as que se sentem bem em ser como são. Lógico que sempre queremos melhorar algo em nós, ou até mesmo não curtimos algo em nosso corpo, mas feliz é aquele que lida com isso de forma pacífica, sem maiores problemas e que consegue ver para além disso.
Me preocupa ver tantas meninas tomando laxantes e diuréticos pra emagrecer, vomitando como loucas e comendo uma folha de alface por dia. É uma doença, mas isso em grande parte é culpa da mídia, que decretou um padrão de beleza universal : a da pessoa magra, barriga tanquinho. No orkut tem várias delas se vangloriando de sua magreza doente e nada bela.
Acho que vivemos para além disso, esse monte de carnes que carregamos deveria servir pra outras coisas, até pq, quando chegar a hora de cada um "cantar pra subir", nada disso fará a menor diferença. Cuidar da saúde e do bem-estar do corpo é essencial, sim. Mas encarar isso como uma obssessão cruel e dolorosa, não. Cada um deveria ser feliz como é e aceitar seus limites. É um bom exercício para a felicidade.

03 janeiro 2007

E a gente vai tomando, porrada, porrada....

Fico perplexa (na verdade nem sei mais porque...) descobrindo certos fatos de nosso país.
Não sei que porcaria de democracia é essa em que nós, cidadães, servimos tão somente para ir como idiotas as urnas escolher aqueles que irão nos "representar", quando, de fato, em nada mandamos, nada decidimos, sendo tão somente meros espectadores do grande circo que é a política brasileira.
Estamos na era dos mensalões, do dinheiro na cueca, projeto de aumento de mais de 90% nos salários dos politicos, falta de segurança. E nós, brasileiros comuns, que acordamos cedo para conquistar o pão de cada dia, que com sacrifício pagamos nossas contas honestamente, ficamos com que parte do grande bolo????
Vivemos a barbárie, a guerra de todos contra todos, somente com a certeza que Deus olha por nós, mais ninguém.
Não me conformo em viver numa sociedade capitalista, hipócrita e egoista como a nossa, no qual o "jeitinho brasileiro" dita as regras sociais.
O dinheiro e o poder falam mais alto, é a grande ambição de todo e qualquer mortal. E até certo ponto não há nada de errado nisso! Quem não quer ter meios de realizar sonhos, desejos e ter segurança na vida? Porém, essa ambição exarcebada, isso nós levará aonde?? Porque não importa, se você tem, dane-se o resto. E assim prossegue-se a (re)produção da desigualdade, no qual enquanto nesse exato minuto tem alguém abrindo uma champagne francesa pra beber acompanhada de uma farta porção de caviar, em contraponto há a aquele que passa 8 horas por dia aturando esporro, 3 horas de condução e um salário de fome no final do mês.
Isso, aproveitem sanguessegas! Pode ser que um dia seus "escravos" retornem da inércia e façam justiça. Pelo menos seria o certo não é? Mas e cadê a droga da consciência política? Essa nos dias atuais é algo completamente fora de moda, visto pela grande maioria como algo que não é de sua alçada... Cada dia mais fica perceptível a falta de paciência de entender e de se fazer política. A culpa será de quem, afinal???
Mas, por um lado, que bom, não é mesmo??!! Porque enquanto houver esse ideologia da abstração, os grandes poderosos não precisarão se preocupar com mais nada, pois o crime muitas vezes compensa. E como compensa...

Como diria meu grande amigo Chico:

"Dormia, a nossa pátria mãe tão distraída, sem perceber que era subtraida, em generosas transações... Meu Deus! Vem olhar!"

Pensamentos Noturnos

Pra variar muinha insônia crônica resolveu da o ar de sua graça, então, sendo assim, variadas reflexões perpassaram em minha mente. Muitas delas sem maiores evoluções, outras bem inquietantes, o que pra mim já é algo bastante natural.
Fiquei aqui com meus botões digerindo a idéia que muitas vezes o ser humano é injusto. E em suas mais variadas formas. Da injustiça "ingênua" à aquela com requintes de crueldade. Em nosso cotidiano muitas vezes nos revezamos entre o papel da vitima e do algoz, entre bonzinhos e vilões.
Cassete! Como podemos ter tantas máscaras dentro de nós mesmo? Dentro de nossas ideologias e discursos, nós protegemos, mas também fingimos, mentimos, traimos... Primordialmente por puro egoísmo, individualismo. Mas não só por isso. Não me retiro do seleto grupo, não! Remexa um pouco em seu histórico e verás que também já deve ter passado por momentos assim.
Quem nos deu o tal poder de ser injustos? Até porque muitas vezes, para muitas pessoas, injustiça é algo relativo, não é mesmo? Depende de que lado você está.
Que mundo é esse em que vivemos no qual nossas injustiças diárias são minimizadas pelo fato de sermos de carne e osso? Vamos errar minha gente, mas buscando aprender, não ferir e disseminar ainda mais falta de amor!
Como diz o ditado, "errar é humano". Porém acrescento o outro: "permanecer no erro é burrice"

Por onde começar...

Na verdade ainda estou meio perdida por aqui. Não sei porque me voltou uma nostalgia de retornar a escrever em blog e dividir meus pensamentos com terceiros. Mas vontades a gente muitas vezes não discute, simplesmente obedece...rs
Acredito seja pela pseudo empolgação com 2007 que acabou de chegar, trazendo novos rumos e caminhos a serem escolhidos e percorridos. É pseudo porque na verdade a gente sempre faz muitos planos para o ano que vem, mas na hora do "vamô vê", tudo muitas vezes permanece como dantes. Pelo menos pra mim é sempre assim na maioria das vezes...
Talvez esse blog seja uma tentativa de mudar o que se encontra estagnado, sem graça. Ou talvez uma forma de tentar arrumar meus pensamentos tão diversos e muitas vezes não compreendidos.
Então, por hj é só! Té!